
Introdução
As seguintes sugestões são simples mas poderosas práticas que lhe poderão dar novas maneiras de olhar para as suas circunstâncias de vida, e com isso, criar novas possibilidades de auto-realização.
Exercício nº 1 - Invertendo os julgamentos
Exercício nº 4 - Dissociando-se do seu corpo/ história
Exercício nº 5 - Fale no presente
Exercício nº 6 - Lavar os pratos
Exercício nº 7 - Escutar a voz do corpo
Exercício nº 8 - Reportando a si mesmo
Exercício nº 9 - Escuta literal
Exercício nº 10 - Falando honestamente e literalmente
Exercício nº 11 - Assistindo à peça de teatro
Exercício nº 12 - Assistindo à segunda versão da peça de teatro
Exercício nº 13 - Exercitando a polaridade
Exercício nº 14 - O processo de auto amar-se
Exercício nº 15 - Sendo honesto
Exercício nº 16 - Pedindo o que quer - Dando-se o que quer
Exercício nº 17 - A consciência se si mesmo
Exercício nº 18 - Auto-gratidão
Exercício nº 19 - O espelho da vaidade
Exercício nº 20 - Para além da justificação
Exercício nº 21 - A dádiva da crítica
Exercício nº 1 - Invertendo os julgamentos
Pratique observar quando julga ou critica alguém ou alguma coisa. Por exemplo, num supermercado, você poderá sentir-se impaciente e pensar que a pessoa que está à sua frente é desorganizada e grosseira.
Rapidamente inverta o seu julgamento e pergunte-se: "Será que eu também sou assim? Sou grosseiro? (às vezes sou grosseiro; com os outros ou comigo mesmo?) Estou a ser grosseiro dentro de mim quando penso que os outros são grosseiros?"
Este exercício retira a sua atenção do "outro" e coloca-a em si mesmo. E o perdão acontece naturalmente. Colocar a culpa ou julgamento noutra pessoa deixa-o sem poder para mudar a sua experiência; tomar responsabilidade pelas suas crenças e julgamentos dá-lhe o poder de os mudar.
Recorde, por detrás da aparência da pessoa para quem está a olhar, está sempre Deus disfarçado na sua frente para que você se possa conhecer a si mesmo.
Inverter os julgamentos permite o perdão completo. O perdão conduz à consciência de nós mesmos, e restabelece a integridade pessoal.

Exercício nº 2 - Os três tipos de assuntos
Repare que quando se sente magoado você está a pensar em algo que não lhe diz respeito. Se não tiver a certeza, pare e pergunte-se mentalmente, "De quem é o assunto no qual estou a pensar?"
Existem apenas três tipos de assuntos no universo: o meu, o seu, e os de Deus.
A quem diz respeito se acontecer um tremor de terra? É um assunto de Deus.
A quem diz respeito se o seu vizinho do final da rua tem um relvado horrível?
Isso diz respeito apenas ao seu vizinho.
A quem diz respeito se você está zangado com o seu vizinho porque ele tem um relvado horrível? É a si que diz respeito.
A vida é simples, é interna.
Conte, em intervalos de cinco minutos, quantas vezes você está envolvido mentalmente nos assuntos dos outros.
Repare quando dá um conselho que não lhe foi pedido ou dá a sua opinião acerca de alguma coisa (alto ou silêncio).
Pergunte-se: "Será que estou a meter-me num assunto que não me diz respeito? Eles pediram-me opinião?"
E ainda mais importante, "Poderei usar a sugestão que lhes estou a oferecer e aplicá-la à minha vida?"

Exercício nº 3 - Estar no assunto de ninguém
Depois de praticar ficar fora dos assuntos dos outros, tente ficar fora do seu também.
Procure não pensar no que sabe a seu respeito. "Eu estou dentro deste corpo". Isso é verdade?
Você pode ter a absoluta certeza de que isso é verdade? O que ganha em acreditar nessa crença?
Existe uma crença generalizada de que somos os nossos corpos e que morremos.
"Que tipo de pessoa seria eu se não tivesse essa crença?"

Exercício nº 4 - Dissociando-se do seu corpo/ história
Tente referir-se a si mesmo durante algum tempo na terceira pessoa em vez de usar "eu" ou "mim".
"Eu vou almoçar", diga "Ele vai almoçar", (referindo-se a si mesmo), ou, "Este vai almoçar".
Faça isto com um amigo durante uma hora, durante a tarde, ou o dia inteiro. Elimine o uso do prenome pessoal (eu, mim, nós).
Por exemplo, "Como é que ele está hoje?". "Será que ele quer ir ao cinema?"
Experiente impessoalmente o seu corpo, as histórias, e as preferências que você pensa que é.

Exercício nº 5 - Fale no presente
Torne-se consciente de quantas vezes a sua conversa se enfoca no passado e no futuro. Tome consciência dos verbos que está a usar: era, fiz, serei, irei, etc.
Falar do passado no presente é reaviva-lo e recriá-lo totalmente no presente, mesmo que seja só nas nossas mentes, e assim perdemos o que está verdadeiramente presente.
Falar do futuro é criar e viver com fantasia. Se quer sentir medo, pense no futuro. Se quer sentir vergonha e culpa, pense no passado.

Exercício nº 6 - Lavar os pratos
"Lavar os pratos" é uma prática para aprender a amar a acção que está na sua frente.
A sua voz interior ou intuição guia-o durante todo o dia para fazer coisas simples, tal como lavar os pratos, guiar o carro a caminho do trabalho, varrer o chão...
Permita a santidade da simplicidade. Escutar a sua voz interior e depois agir de acordo com as suas sugestões com uma confiança implícita cria uma vida que é mais interessante, sem esforço e miraculosa.
Experimente!

Exercício nº 7 - Escutar a voz do corpo
O corpo é a voz da sua mente, e fala-lhe através de movimentos físicos, nomeadamente contracções musculares, comichões, cócegas e tensão, apenas para nomear algumas.
Torne-se consciente do quão frequentemente se afasta da paz e da quietude.
Pratique a quietude e deixe o seu corpo dizer-lhe onde é que a sua mente se contrai, não importando a subtileza que a contracção possa ter.
Quando notar uma sensação, pergunte dentro de si, "Que situação ou pensamento contraído está a criar esta sensação física? Estou fora de alinhamento com a minha integridade nesta circunstância, e se afirmativo, onde?
Estarei disposto a deixar ir esta crença ou pensamento que causa esta contracção no meu corpo?"
Escute e permita que as respostas o guiem, e regresse à paz e à clareza interiores.

Exercício nº 8 - Reportando a si mesmo
Este exercício poderá ajudar a curar o medo e o terror.
Pratique relatar a si mesmo os acontecimentos da sua vida como se a circunstância em que se encontra fosse na realidade uma notícia e você fosse o repórter de serviço que está a fazer a reportagem.
Descreva exactamente como é o sítio onde se encontra e o que está a acontecer "no local da notícia", nesse momento.
O medo é sempre o resultado da projecção da re-criação do passado no momento do agora ou no futuro.
Se se sentir com medo, procure a crença central dentro de si e pergunte-se:
"É verdade que necessito de sentir-me com medo nesta situação? O que é que está a acontecer neste momento, fisicamente? Onde está o meu corpo (mãos, braços, pés, pernas, cabeça? O que é que eu vejo (árvores, paredes, janelas, céu)?"
Impersonalizar as nossas histórias dá-nos uma oportunidade de olhar para as circunstâncias da nossa vida mais objectivamente, e escolher as nossas respostas ao que a vida nos vai trazendo.
Viver nas nossas mentes, acreditando em pensamentos que não são verdadeiros, é uma boa maneira de nos assustar-nos, e poderá manifestar-se na forma de envelhecimento, cancro, degeneração, hipertensão, etc.

Exercício nº 9 - Escuta literal
Pratique escutar os outros no sentido literal, acreditando exactamente no que eles dizem, e faça o seu melhor para resistir às suas próprias interpretações acerca da informação que eles partilham consigo.
Por exemplo, alguém poderá elogiá-lo(a) dizendo-lhe como o(a) acha bonito(a), e você interpreta isso como uma segunda intenção da parte dessa pessoa.
As nossas interpretações do que ouvimos dos outros são muitas vezes muito mais dolorosas ou ameaçadoras do que aquilo que as pessoas nos dizem.
Podemos sofrer com as nossas más interpretações ou pensamentos sobre os outros.
Tente hoje acreditar que o que eles dizem é o que querem mesmo dizer: nem mais nem menos.
Escute as pessoas. Tome consciência de quando está a querer acabar as frases dos outros quer seja mentalmente ou em voz alta. Escute.
Você poderá ficar espantado com o que acontece quando deixa os outros terminarem os seus pensamentos sem os interromper. E, quando estamos a pensar que já sabemos o que os outros vão dizer, acabamos por perder o que eles estão a realmente a dizer.
Poderá querer reflectir sobre estas perguntas:
"O que é que pode ser ameaçado se eu escutar literalmente?
Eu interrompo para os convencer que sei mais do que eles?
Estou a tentar dar uma imagem de auto-confiança e controle?
Como é que eu seria sem a necessidade de possuir tais qualidades?
Será que tenho medo de parecer pouco inteligente?
As pessoas abandonar-me-ão se eu as escutar literalmente, e já não me envolver em manobras de manipulação?"

Exercício nº 10 - Falando honestamente e literalmente
Fale literalmente. Diga o que quer dizer sem justificar-se, sem nenhum desejo de manipular, e sem estar preocupado com o que o outro possa interpretar as suas palavras.
Pratique não ser cauteloso. Experimente a paz que isso traz.

Exercício nº 11 - Assistindo à peça de teatro
Veja-se num camarote a assistir ao seu drama favorito, aquilo que o stressa.
Veja a sua história ser representada no palco por baixo de si. Tome consciência de que já viu esta peça dramática ser representada centenas, talvez mesmo milhares de vezes.
Assista à representação até estar entediado. Os actores são obrigados inclusive a exagerar os seus papeis para ver se conseguem continuar a captar a sua atenção.
Observe que, quando toma consciência do seu tédio, você levanta-se da cadeira, sai do camarote, sai do teatro, e vem para a rua.
Saiba que pode sempre voltar à sua peça de teatro favorita.
Como é que você seria como pessoa, sem esta sua história?

Exercício nº 12 - Assistindo à segunda versão da peça de teatro
Escreva sua história vendo-a através dos olhos e da mente de outra pessoa. Escreva quantas versões com vários finais quantas desejar.
Sinta o que sente.

Exercício nº 13 - Exercitando a polaridade
Se der por si a pensar em algo negativo, pratique pensar o extremo ou polaridade positiva.
Quando se apanhar a cair na negatividade, escolha de novo voltar à polaridade positiva e esteja presente com a sua escolha consciente; sinta a verdade disso.
Existe apenas amor, e o que não aparece como amor é um apelo disfarçado para o amor. É sua herança viver na polaridade positiva do amor e da verdade.

Exercício nº 14 - O processo de auto amar-se
Faça uma lista de tudo que gosta acerca de alguém e partilhe isso com essa pessoa.
Depois, dê-se a si mesmo tudo o que está na lista. Poderá também reconhecer que o que gosta em alguém também está em si, mas você tem medo de usar.
Depois de eliminar o medo de ser assim, permita que tudo isso seja expresso por si na sua vida. Que seja essa a sua atitude.

Exercício nº 15 - Sendo honesto
Pratique comportar-se e responder honestamente. Ria-se, chore, grite, e fale duma forma genuína em cada momento.
Seja uma criança de novo; aja duma forma integra com os seus sentimentos.
Por exemplo, pratique sair da sala honestamente sem tentar manipular aqueles que ficam, com alguma desculpa educada.
Viva a sua verdade sem ter que se explicar.

Exercício nº 16 - Pedindo o que quer - Dando-se o que quer
Peça o que deseja embora lhe possa parecer difícil ou estranho. As pessoas não sabem o que você quer até que lhes peça.
O acto de pedir é uma validação da consciência de que você merece ter o que deseja.
Se os outros não são capazes ou não querem aceitar o seu pedido, dê-se isso a si mesmo.

Exercício nº 17 - A consciência se si mesmo
Reconheça que aquele que está à sua frente é você. Por detrás de todas as aparências está a essência do bem, que é você.
Lembrar a sua presença em todas as formas irá trazê-lo de imediato para o momento presente, em admiração pela totalidade implícita.
A pessoa que está perante si, torna-se numa oportunidade para você se conhecer a si mesmo.
O coração extravasa de amor e gratidão, dizendo humildemente, "Sim é verdade, esta pessoa ou situação está aqui para eu aprender mais sobre quem sou."

Exercício nº 18 - Auto-gratidão
Durante 24 horas, pare de procurar aprovação fora de si. Do outro lado disso você torna-se a experiência da gratidão.

Exercício nº 19 - O espelho da vaidade
Se você quer ver o que você não é olhe para o espelho. Use o espelho apenas uma vez por dia.
Quem é que você seria sem o seu espelho?

Exercício nº 20 - Para além da justificação
Comece por observar quantas vezes você se explica ou justifica, as suas palavras, acções, decisões, etc.
A quem é que está a tentar convencer? E qual é a história que está a perpetuar?
Torne-se consciente do uso da palavra "porque" ou "mas" quando fala.
Pare a sua frase de imediato. Comece de novo. A justificação é uma tentativa de manipular a outra pessoa; decida estar estar em quietude e consciente.

Exercício nº 21 - A dádiva da crítica
O criticismo é uma oportunidade incrível de crescer. Eis alguns passos em como receber a crítica e beneficiar dela.
Quando alguém lhe diz que você é "errado, terrível, desleixado," etc., diga (seja mentalmente, ou em voz alta a essa pessoa) "Obrigado."
Este pensamento coloca-o de imediato numa posição na qual está disponível para ouvir e usar a informação dum modo que lhe possa ser útil.
Depois da crítica, pergunte-se a si mesmo, "Senti-me atingido?"
Se a resposta for "sim", então saiba que algures dentro de si, você acredita que isso é verdade. Saber isso dá-lhe a oportunidade de curar essa parte de si que você considera inaceitável dentro de si mesmo.
Se você quer parar de ser vulnerável à crítica, então cure as críticas. Esse é o maior poder ao libertar cada conceito.
Ser vulnerável significa que já não pode mais ser manipulado pois não existe lugar onde a crítica se possa colar.
Isso é liberdade.
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