Risco sísmico em Portugal: onde é mais seguro comprar casa?

Risco sísmico em Portugal: onde há mais perigo, porque a era de construção decide o risco e como consultar o risco sísmico de um imóvel antes de comprar.


A 19 de fevereiro de 2026, dois sismos de magnitude 4,1 perto de Alenquer foram sentidos em toda a Grande Lisboa, os maiores em nove anos (IPMA). Não houve danos, mas o aviso ficou. Portugal vive sobre uma das zonas de maior risco sísmico da Europa, e 68% dos edifícios de Lisboa são anteriores aos códigos sísmicos (CML). Apesar disso, menos de 20% das habitações têm seguro sísmico, e o Governo já anunciou, em abril de 2026, um regime de seguro obrigatório no âmbito do PTRR. Onde comprar pesa, e a era de construção pesa ainda mais. Esta página mostra as zonas de maior risco, o que olhar na construção e como a ferramenta Seismic Risk da HomeOS devolve a probabilidade de dano e o custo de reforço de um imóvel concreto.

Índice

  1. O que mostraram os sismos de fevereiro de 2026?
  2. Onde há mais risco sísmico em Portugal?
  3. Porque é que a era de construção decide o risco?
  4. Quantas casas têm seguro sísmico em Portugal?
  5. Como consultar o risco sísmico de um imóvel?
  6. Perguntas Frequentes
  7. Conclusão

O que mostraram os sismos de fevereiro de 2026?

A 19 de fevereiro de 2026, dois sismos de magnitude 4,1 perto de Alenquer foram sentidos em toda a Grande Lisboa, os maiores dos últimos nove anos (IPMA).

Às 12h14 de 19 de fevereiro de 2026, a terra tremeu a cerca de 4 km a oeste de Alenquer, a uma profundidade de 14 km. Dois minutos depois, uma segunda sacudidela de igual magnitude. Os dois sismos de 4,1 foram sentidos com intensidade IV/V em Alenquer, Torres Vedras, Loures e Vila Franca de Xira, e a até 150 km de distância. O IPMA classificou-os como os maiores dos últimos nove anos na região.

Não houve danos. É essa a parte enganadora. Um sismo de magnitude 4,1 é um aviso, não um teste real ao edificado. O risco que interessa a quem compra não é o do tremor que se sente e passa, é o do tremor forte que Portugal já viveu e voltará a viver. A memória de 1755 não é folclore, é geologia.

Para o comprador, o episódio de fevereiro tem uma lição prática. O risco sísmico não é uniforme no país, nem dentro da mesma cidade. Depende de onde se compra e de quando o edifício foi construído. As duas coisas medem-se antes da compra.


Onde há mais risco sísmico em Portugal?

O risco sísmico é mais elevado no Algarve e na região de Lisboa, Setúbal e vale do Tejo, e menor no norte e no interior.

Portugal está perto da fronteira entre as placas euroasiática e africana, e a energia dessa fronteira não se distribui por igual. O Algarve e a região de Lisboa, Setúbal e do vale do Tejo carregam o risco mais alto, expostos quer à fonte atlântica distante, a do grande sismo de 1755, quer a falhas mais próximas. O centro e o Alentejo ficam num nível intermédio. O norte e o interior são as zonas de menor perigosidade do continente.

As regiões autónomas têm uma história própria. Os Açores, de origem vulcânica, vivem com sismicidade frequente. A Madeira tem um risco sísmico baixo. Esta variação significa que a primeira pergunta de quem compra, onde fica o imóvel, já responde a metade da questão do risco.

A segunda metade é mais fina. Dentro de uma cidade de risco alto como Lisboa, dois imóveis na mesma rua podem comportar-se de forma muito diferente num sismo, consoante o solo e, sobretudo, a idade da construção. É aí que entra a próxima pergunta.


Porque é que a era de construção decide o risco?

A era de construção decide o risco porque 68% dos edifícios de Lisboa são anteriores aos códigos sísmicos modernos (CML).

Um edifício resiste a um sismo na medida em que foi concebido para isso. Em Portugal, a exigência sísmica entrou na construção de forma gradual ao longo do século XX, e só a partir das décadas mais recentes passou a ser regra com o detalhe atual. Tudo o que foi construído antes carrega uma vulnerabilidade que não se vê na fachada.

O número que resume isto é duro: 68% dos edifícios de Lisboa são anteriores aos códigos sísmicos (Câmara Municipal de Lisboa). Mais de dois terços do parque da capital foi erguido sem o dimensionamento sísmico que hoje se exige. Não significa que vão cair, significa que o seu comportamento num sismo forte é uma incógnita que o preço do anúncio nunca menciona.

Para o comprador, a era de construção é o segundo filtro depois da localização. Um andar dos anos 50 numa zona de risco alto e um edifício recente bem dimensionado não são o mesmo investimento, mesmo ao mesmo preço por metro quadrado. A HomeOS trabalha esta camada pelos dados; a verificação estrutural detalhada de um edifício concreto é uma inspeção física, e essa é território da InspectOS.


Quantas casas têm seguro sísmico em Portugal?

Menos de 20% das habitações em Portugal têm cobertura sísmica, e o Governo anunciou em 2026 um regime de seguro obrigatório no âmbito do PTRR.

A exposição ao risco é alta, a proteção é baixa. Cerca de metade das habitações em Portugal não tem qualquer seguro, e menos de 20% têm cobertura sísmica (dados do setor segurador). Num país com este perfil de risco, é uma das maiores lacunas de proteção do património das famílias.

O Estado reagiu. Em abril de 2026, o Governo anunciou, no âmbito do PTRR (Portugal + Preparado), a criação de um fundo de catástrofes e um regime de seguro obrigatório contra catástrofes naturais e sismos para habitações e empresas, dentro de um plano mais amplo de 22,6 mil milhões de euros. A medida foi anunciada, mas ainda não está concretizada em lei, e os termos, as exceções e os apoios a quem não puder pagar o prémio estão por definir.

Para quem compra agora, a leitura é dupla. O seguro sísmico, hoje opcional, tende a tornar-se obrigatório, e o custo do prémio depende do risco do imóvel, que por sua vez depende da localização e da era de construção. Conhecer o risco antes de comprar é conhecer, à partida, o custo de o segurar.


Como consultar o risco sísmico de um imóvel?

A ferramenta Seismic Risk da HomeOS devolve, por morada, a probabilidade de dano e uma estimativa do custo de reforço, com base no ESHM20 e em dados do LNEC.

A pergunta certa não é se Portugal tem risco sísmico, é qual o risco daquele imóvel. A ferramenta Seismic Risk da HomeOS responde ao nível da morada: combina o modelo europeu de perigosidade sísmica (ESHM20) com dados do LNEC e cruza a localização com a vulnerabilidade do edifício para devolver uma probabilidade de dano e uma estimativa do custo de reforço.

É a diferença entre saber que uma cidade é de risco e saber o que isso significa para a casa concreta que está a pensar comprar. Com esse número à frente, a localização e a era de construção deixam de ser intuições e passam a ser dados que entram na decisão e na negociação do preço. O risco climático mais amplo, incluindo cheia e incêndio por concelho, cruza-se na análise de onde comprar casa em 2026 por dados.

Antes de fazer uma proposta, veja o risco sísmico da morada concreta. A ferramenta Seismic Risk devolve a probabilidade de dano e o custo estimado de reforço do imóvel.

Use a ferramenta Seismic Risk: o risco sísmico da morada

O score da HomeOS lê o risco pelos dados. Se o resultado for alto, o passo seguinte é confirmar a estrutura no local. A verificação estrutural e sísmica de um edifício concreto, com a metodologia e as normas aplicáveis, é uma inspeção física da InspectOS. → Agendar inspeção estrutural e sísmica com a InspectOS


Perguntas Frequentes

Onde há mais risco sísmico em Portugal?

O risco mais alto está no Algarve e na região de Lisboa, Setúbal e vale do Tejo, expostos à fonte atlântica do sismo de 1755 e a falhas mais próximas. O centro e o Alentejo ficam num nível intermédio, e o norte e o interior são as zonas de menor perigosidade do continente. Os Açores têm sismicidade vulcânica frequente.

Comprar um imóvel antigo é mais arriscado num sismo?

Em geral, sim. A exigência sísmica entrou na construção de forma gradual, e edifícios mais antigos foram erguidos sem o dimensionamento que hoje se exige. Em Lisboa, 68% dos edifícios são anteriores aos códigos sísmicos (CML). A era de construção é, depois da localização, o fator que mais pesa no comportamento de um imóvel num sismo.

O seguro sísmico vai passar a ser obrigatório?

O Governo anunciou em abril de 2026, no âmbito do PTRR, um regime de seguro obrigatório contra catástrofes e sismos para habitações e empresas. A medida foi anunciada mas ainda não está concretizada em lei, e os termos estão por definir. Hoje, menos de 20% das habitações em Portugal têm cobertura sísmica.

Como sei o risco sísmico da casa que quero comprar?

A ferramenta Seismic Risk da HomeOS devolve, por morada, a probabilidade de dano e uma estimativa do custo de reforço, com base no modelo europeu ESHM20 e em dados do LNEC. Dá o risco do imóvel concreto, e não apenas o da cidade, para entrar na decisão e na negociação do preço.

O que fazer se o risco sísmico sair alto?

Um risco alto não impede a compra, mas muda os termos. Use o valor para negociar o preço, considere o custo de reforço estrutural e o prémio de seguro, e confirme a estrutura do edifício com uma inspeção física antes de assinar. O score documental indica onde olhar; a inspeção confirma o estado real da construção.


Conclusão

Os sismos de fevereiro de 2026 não fizeram danos, mas lembraram o que a geologia já sabia: Portugal vive com risco sísmico real, mais alto no Algarve e na Grande Lisboa, e agravado por um parque edificado em que 68% dos edifícios de Lisboa são anteriores aos códigos sísmicos. Com o seguro a caminho de ser obrigatório e menos de 20% das casas cobertas, conhecer o risco de um imóvel deixou de ser um luxo técnico e passou a ser parte da decisão de compra.

Antes de comprar, veja o risco da morada concreta. A ferramenta Seismic Risk devolve a probabilidade de dano e o custo de reforço, para negociar com os números à frente.

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Atualizado em julho de 2026 | HomeOS Portugal Revisto por Filipe Dornellas

Fontes: IPMA (sismos de 19 de fevereiro de 2026, magnitude 4,1, epicentro perto de Alenquer, os maiores em nove anos); Câmara Municipal de Lisboa (68% dos edifícios anteriores aos códigos sísmicos); dados do setor segurador (menos de 20% das habitações com cobertura sísmica); PTRR (Portugal + Preparado), regime de seguro obrigatório contra catástrofes anunciado em abril de 2026; modelo europeu de perigosidade sísmica ESHM20 e LNEC. Informação geral.

HE

Autor

HomeOS Editorial

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