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Custo total de comprar casa em Portugal (2026)

Custo total de comprar casa em Portugal em 2026: IMT, Imposto do Selo, escritura, registos e custos do 1.º ano, com exemplos a 250.000€ e 400.000€.


A regra dos 5% que ouviu na imobiliária está errada. Quem compra casa em Portugal em 2026 paga, entre impostos, escritura e custos do primeiro ano, qualquer coisa entre 9% e 11% acima do preço pedido. O maior custo único é o IMT, que segue uma tabela progressiva atualizada em janeiro de 2026 (Autoridade Tributária, Ofício Circulado n.º 40129/2026) e que dispara para uma taxa fixa de 7,5% no caso dos não residentes. A estes juntam-se o Imposto do Selo de 0,8%, a escritura, os registos, o advogado e a fatura anual de IMI e condomínio. Esta página soma tudo, com exemplos reais a 250.000€ e a 400.000€, e mostra como a ferramenta Custo Total de Propriedade da HomeOS calcula a sua conta antes de fazer uma proposta.

Índice

  1. Quanto custa mesmo comprar casa em Portugal em 2026?
  2. O mito dos 5%: porque é que a regra falha?
  3. Que impostos paga na compra de casa?
  4. IMT para não residentes: quanto custa a taxa fixa de 7,5%?
  5. Quanto custam a escritura, os registos e o advogado?
  6. Custos do primeiro ano: IMI, condomínio, seguro e manutenção
  7. Como calcular o custo total antes de fazer uma proposta?
  8. O que verificar antes de assinar para não herdar custos ocultos?
  9. Perguntas Frequentes
  10. Conclusão

Quanto custa mesmo comprar casa em Portugal em 2026?

Comprar casa em Portugal em 2026 acrescenta entre 9% e 11% ao preço pedido, quando se somam impostos, escritura, registos e o primeiro ano de posse.

O preço do anúncio é o número que toda a gente compara. Não é o número que sai da conta bancária. Entre a proposta e a primeira fatura de IMI, há uma camada de impostos e despesas que a maioria dos compradores só descobre tarde, muitas vezes na semana da escritura, quando já não há margem para negociar.

A peça mais pesada dessa camada é o IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis). Junta-se-lhe o Imposto do Selo sobre a aquisição, a escritura, os registos, os honorários do advogado e o certificado energético. Depois da entrega das chaves, começa a contagem do IMI, do condomínio, do seguro e da manutenção. Cada linha tem uma regra própria, e várias mudaram em 2026.

A consequência é simples. Um comprador que reservou 5% para "despesas" fica a descoberto. Num imóvel de 400.000€, a diferença entre os 5% que orçamentou e os custos reais pode ultrapassar 20.000€. Esse é dinheiro que precisa de estar disponível no dia da escritura, não daqui a um ano.


O mito dos 5%: porque é que a regra falha?

A regra dos 5% nasceu antes da taxa fixa de 7,5% para não residentes e ignora os custos do primeiro ano de posse, que ninguém soma à proposta.

A regra dos 5% é uma herança de tabelas antigas. Funcionava para um comprador residente, num imóvel de gama média, quando o IMT efetivo rondava 4% a 5% do preço. Deixou de funcionar por duas razões.

A primeira é o IMT para não residentes. Desde o Decreto-Lei n.º 97/2026, um comprador sem residência fiscal em Portugal paga uma taxa fixa de 7,5% sobre o valor do imóvel habitacional, sem escalões e sem as isenções habituais. Só esta linha já ultrapassa a regra dos 5% inteira.

A segunda é o primeiro ano de posse. A regra dos 5% mede só o ato da compra. Não conta o IMI, o condomínio, o seguro multirriscos nem a manutenção que aparece nos primeiros doze meses. Quando se soma tudo, a fatura real de comprar e manter durante um ano fica, para muitos compradores, entre 9% e 11% do preço pedido.

A HomeOS não trabalha com regras de bolso. Trabalha com a sua conta concreta, calculada a partir do preço, da sua situação de residência e do concelho do imóvel.


Que impostos paga na compra de casa?

O IMT segue uma tabela progressiva de 0% a 8% para residentes em habitação própria, e o Imposto do Selo fixa-se em 0,8% sobre o valor da compra.

O IMT incide sobre o maior valor entre o preço de compra e o valor patrimonial tributário (VPT). Para habitação própria e permanente no Continente, a Autoridade Tributária atualizou os escalões em 2% em janeiro de 2026, através do Ofício Circulado n.º 40129/2026, de 6 de janeiro. A conta faz-se assim: aplica-se a taxa marginal do escalão e subtrai-se a parcela a abater.

Os escalões de 2026 para habitação própria e permanente no Continente são estes: até 106.346€ há isenção; de 106.346€ a 145.470€ a taxa é de 2%; de 145.470€ a 198.347€ é de 5%; de 198.347€ a 330.539€ é de 7%; de 330.539€ a 660.982€ é de 8%; entre 660.982€ e 1.150.853€ aplica-se uma taxa única de 6%; acima de 1.150.853€ a taxa única é de 7,5%.

Sobre o IMT acumula o Imposto do Selo da aquisição, à taxa de 0,8% sobre o mesmo valor (Código do Imposto do Selo, Verba 1.1). É uma linha pequena em percentagem, mas que num imóvel de 400.000€ vale 3.200€, mais do que muitos compradores reservam para a escritura inteira.

Veja como os dois impostos se comportam em dois cenários reais.

Imóvel a 250.000€ (residente, habitação própria): o valor cai no escalão dos 7%, com parcela a abater de 10.457,96€. O IMT é 250.000€ × 7% − 10.457,96€ = 7.042,04€. O Imposto do Selo é 250.000€ × 0,8% = 2.000€. Só de impostos, 9.042€.

Imóvel a 400.000€ (residente, habitação própria): o valor entra no escalão dos 8%, com parcela a abater de 13.763,35€. O IMT é 400.000€ × 8% − 13.763,35€ = 18.236,65€. O Imposto do Selo é 400.000€ × 0,8% = 3.200€. Só de impostos, 21.437€.

Se tem 35 anos ou menos e compra a primeira habitação própria e permanente, o regime IMT Jovem isenta de IMT e de Imposto do Selo a aquisição até 330.539€, e aplica isenção parcial entre 330.539€ e 660.982€ (tabela do IMT Jovem, AT 2026). Há condições: não ser dependente para efeitos de IRS no ano da compra e, se já foi proprietário, tê-lo deixado de ser há mais de três anos.

Pode confirmar cada escalão na tabela oficial do IMT no Portal das Finanças, ou deixar a Calculadora IMT da HomeOS somar o IMT, o Imposto do Selo e as despesas de aquisição com as tabelas de 2026 já incluídas.


IMT para não residentes: quanto custa a taxa fixa de 7,5%?

Compradores sem residência fiscal em Portugal pagam uma taxa fixa de 7,5% de IMT, sem escalões e sem isenções, sobre imóveis habitacionais (DL 97/2026).

A regra do não residente é diferente da do residente, e é a que mais surpreende quem compra à distância. O Decreto-Lei n.º 97/2026 fixa uma taxa única de 7,5% de IMT sobre a aquisição de imóveis ou frações habitacionais por compradores que não sejam residentes fiscais em Portugal. Não há escalões progressivos, não há isenção do primeiro escalão e não há IMT Jovem. O critério é a residência fiscal, não a nacionalidade: um comprador da União Europeia e um de fora são tratados da mesma forma.

O peso da diferença vê-se num exemplo. Num imóvel de 500.000€, um residente em habitação própria paga 26.236,65€ de IMT (escalão dos 8%, parcela a abater de 13.763,35€). Um não residente paga 500.000€ × 7,5% = 37.500€. A diferença é de 11.263,35€ sobre o mesmo imóvel, só por causa da residência fiscal.

Há uma válvula de escape. Pode pedir à Autoridade Tributária a anulação da diferença se passar a residente fiscal em Portugal no prazo de dois anos após a compra, ou se afetar o imóvel a arrendamento habitacional de renda moderada nas condições previstas. As datas e o detalhe do mecanismo são tema do guia dedicado: IMT para não residentes em 2026: a taxa de 7,5% explicada [VERIFY LIVE - PT-J2 publica 6 jul 2026].

Esta é informação geral, não aconselhamento fiscal ou jurídico. As regras de IMT mudaram em 2026 e o detalhe de aplicação ao não residente pode depender da sua situação. Confirme a sua situação com um profissional qualificado. Conteúdo verificado a 1 de julho de 2026.


Quanto custam a escritura, os registos e o advogado?

Escritura, registo predial e honorários de advogado somam tipicamente entre 2.000€ e 4.000€, e raramente entram na regra dos 5%.

Pagos os impostos, falta a parte processual da compra, a que transforma um acordo em propriedade registada em seu nome.

A escritura pública ou o documento particular autenticado formalizam a transmissão. O registo predial na Conservatória inscreve a propriedade a seu favor e é o que prova, perante terceiros, que a casa é sua. Feito através do serviço Casa Pronta (IRN), o conjunto de escritura e registos fica, na maioria dos casos, entre 600€ e 1.200€, conforme o valor e a existência de crédito.

O advogado ou solicitador é opcional por lei, mas é a despesa que mais protege o comprador. Verifica a Certidão Permanente do registo predial, lê a Caderneta Predial, confirma a licença de utilização ou o novo título urbanístico e analisa os ónus e encargos antes de assinar o CPCV. Os honorários típicos vão de 1.500€ a 3.000€, ou cerca de 1% do preço em transações mais complexas.

Falta ainda o certificado energético, obrigatório para a venda e habitualmente entregue pelo vendedor (DL 101-D/2020). Quando é o comprador a tratar, o custo varia com a tipologia. Obter o certificado é um serviço físico, fora do âmbito digital da HomeOS: o passo a passo está no guia da InspectOS sobre certificado energético: obrigatoriedade, custo e como obter.


Custos do primeiro ano: IMI, condomínio, seguro e manutenção

O primeiro ano de posse acrescenta IMI, condomínio, seguro e manutenção, que para um imóvel de 400.000€ rondam 4.000€ a 7.000€.

A compra termina na escritura. A posse começa no dia seguinte, e traz a sua própria fatura.

O IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) incide sobre o VPT e a taxa é definida por cada município, entre 0,3% e 0,45% para prédios urbanos (Código do IMI). No ano da compra, paga-se a parte proporcional aos meses em que é proprietário. O condomínio depende do edifício e dos serviços, e num apartamento urbano vai facilmente de 40€ a 120€ por mês. O seguro multirriscos é exigido pelos bancos quando há crédito e protege contra incêndio e outros riscos. A manutenção é a linha que os compradores mais subestimam: uma reserva anual de cerca de 1% do valor do imóvel é uma referência prudente para um andar; numa moradia, é mais.

A nota de Storm Kristin, em janeiro de 2026, é um aviso útil sobre a última linha. Foram 114.000 participações e 600 milhões de euros em perdas seguradas, e 49% das casas afetadas não tinham cobertura de tempestade (Gov.pt, indústria seguradora). A manutenção e o seguro certo não são extras. São o custo de não ter uma surpresa de cinco dígitos no primeiro inverno.

Antes de fazer uma proposta, some a sua conta completa, não uma regra de bolso. A ferramenta Custo Total de Propriedade junta impostos de aquisição, IMI, condomínio, seguro e manutenção numa estimativa única para o seu imóvel e o seu concelho.

Use o Custo Total de Propriedade: a sua fatura do primeiro ano numa estimativa


Como calcular o custo total antes de fazer uma proposta?

A Calculadora IMT e o Custo Total de Propriedade transformam o preço do anúncio numa fatura real, com as tabelas de 2026 e o seu concelho.

Há duas perguntas que decidem uma proposta, e nenhuma se responde com a regra dos 5%. Quanto custa fechar a compra, e quanto custa manter a casa no primeiro ano.

Para a primeira, a Calculadora IMT soma o IMT pelos escalões de 2026, o Imposto do Selo de 0,8% e as despesas de aquisição, e distingue automaticamente o modo residente do não residente, com a taxa fixa de 7,5% aplicada quando é o caso. Para a segunda, o Custo Total de Propriedade estima o IMI pela taxa do concelho, mais condomínio, seguro e manutenção, para dar a fatura anual que o anúncio nunca mostra.

A lógica da HomeOS é esta: a página explica o risco, a ferramenta dá-lhe o número. Os dois exemplos desta página, 250.000€ e 400.000€, foram calculados com as mesmas tabelas que a calculadora usa. A diferença é que, no seu caso, entram o concelho certo, o seu estatuto de residência e o VPT real do imóvel.

Quando o número total estiver à frente, a proposta deixa de ser um palpite. Passa a ser uma decisão com a fatura toda à vista, incluindo os custos que aparecem depois da escritura, no guia de due diligence da HomeOS.


O que verificar antes de assinar para não herdar custos ocultos?

Defeitos e dívidas não declarados transferem-se para o comprador na escritura, com um custo médio de 12.400€ para os corrigir depois da compra (dados InspectOS).

Nem todos os custos estão na tabela de impostos. Os mais caros são os que ninguém lhe mostra antes de assinar.

Desde o Simplex Urbanístico (Decreto-Lei n.º 10/2024, de 8 de janeiro), a verificação municipal deixou de ser feita antes da escritura, e a responsabilidade por defeitos não revelados passou para o comprador. As mecânicas completas desta transferência de risco estão no guia da InspectOS sobre o Simplex Urbanístico e o que mudou para os compradores. Para o seu orçamento, o que interessa é o efeito: uma obra ilegal, uma dívida de condomínio ou um registo que não bate certo deixa de ser problema do vendedor no momento em que assina.

O custo médio de corrigir defeitos ocultos depois da compra é de 12.400€ (dados InspectOS). É uma linha que não aparece em anúncio nenhum e que pode anular toda a margem que julgava ter negociado. O Bureaucracy Scanner da HomeOS lê os documentos do imóvel e sinaliza o que falta antes de avançar.

Já tem um relatório HomeOS e o risco saiu alto? Confirme com uma inspeção física. A camada documental mostra o que os papéis dizem; a inspeção pré-compra da InspectOS confirma o que o imóvel é. → Agendar inspeção pré-compra com a InspectOS


Perguntas Frequentes

Qual é o custo total de comprar casa em Portugal em 2026?

Para além do preço, conte com impostos de aquisição, escritura, registos, advogado e os custos do primeiro ano. Para um residente em habitação própria, a soma fica perto de 7% a 9% do preço; para um não residente, com IMT a 7,5%, sobe para 9% a 11%. Num imóvel de 400.000€, isso são entre 36.000€ e 44.000€ além do preço pedido.

Quanto pago de IMT num imóvel de 250.000€?

Para habitação própria e permanente, um imóvel de 250.000€ cai no escalão dos 7%, com parcela a abater de 10.457,96€, o que dá 7.042,04€ de IMT (tabelas AT 2026). Junta-se o Imposto do Selo de 0,8%, ou seja 2.000€. Um comprador não residente pagaria a taxa fixa de 7,5%, ou 18.750€ de IMT.

Os não residentes pagam mais IMT em 2026?

Sim. O Decreto-Lei n.º 97/2026 fixa uma taxa única de 7,5% de IMT para compradores sem residência fiscal em Portugal, sem escalões e sem isenções. Num imóvel de 500.000€, são 37.500€, contra 26.236,65€ de um residente em habitação própria. Há um mecanismo de reembolso da diferença se o comprador passar a residente no prazo de dois anos.

O que é o Imposto do Selo na compra de casa?

O Imposto do Selo da aquisição é de 0,8% sobre o maior valor entre o preço e o valor patrimonial tributário (Código do Imposto do Selo, Verba 1.1). É distinto do Imposto do Selo do crédito habitação, que incide sobre o valor financiado e tem taxa própria. Num imóvel de 300.000€, o Selo da compra é de 2.400€.

Os jovens até 35 anos estão isentos de IMT?

Na primeira habitação própria e permanente, jovens com 35 anos ou menos têm isenção total de IMT e de Imposto do Selo até 330.539€, e isenção parcial entre 330.539€ e 660.982€ (AT 2026). É preciso não ser dependente para efeitos de IRS no ano da compra. O benefício aplica-se a residentes, não à taxa fixa do não residente.

Quanto devo reservar para os custos do primeiro ano?

Conte com o IMI proporcional aos meses de posse (0,3% a 0,45% do VPT, conforme o município), o condomínio, o seguro multirriscos e uma reserva de manutenção de cerca de 1% do valor do imóvel. Para um imóvel de 400.000€, isto soma tipicamente 4.000€ a 7.000€ no primeiro ano.

A regra dos 5% ainda serve para orçamentar?

Não para 2026. A regra antecede a taxa fixa de 7,5% do não residente e ignora os custos do primeiro ano. Para a maioria dos compradores, a fatura real de comprar e manter durante um ano fica entre 9% e 11% do preço pedido. Use a Calculadora IMT e o Custo Total de Propriedade para o número exato.


Conclusão

O preço do anúncio é o início da conta, não o fim. O IMT pelas tabelas de 2026, o Imposto do Selo de 0,8%, a escritura, os registos, o advogado e o primeiro ano de IMI e condomínio transformam uma proposta de 400.000€ numa saída de caixa que ultrapassa com facilidade os 430.000€. Para o não residente, com IMT a 7,5%, a diferença é ainda maior. A regra dos 5% não cobre isto, e descobrir a diferença na semana da escritura é a pior altura para descobrir.

Antes de fazer uma proposta, calcule a fatura completa. A Calculadora IMT dá-lhe o custo de fechar a compra; o Custo Total de Propriedade dá-lhe o custo de manter a casa no primeiro ano. Com os dois números à frente, negoceia com a conta toda à vista.

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Atualizado em julho de 2026 | HomeOS Portugal Revisto por [NOME DO REVISOR, CREDENCIAL]

Fontes: IMT, tabelas práticas 2026 (Autoridade Tributária, Ofício Circulado n.º 40129/2026, de 6 de janeiro); Código do IMT, Art. 17; Código do Imposto do Selo, Verba 1.1; Decreto-Lei n.º 97/2026 (IMT taxa fixa não residentes); Decreto-Lei n.º 101-D/2020 (certificado energético); Decreto-Lei n.º 10/2024 (Simplex Urbanístico); Código do IMI; Portal das Finanças; IRN/Casa Pronta; Storm Kristin (Gov.pt e indústria seguradora, janeiro 2026); custo médio de defeitos ocultos 12.400€ (dados InspectOS).

Autor

Nikola Zdraveski

Inteligência imobiliária antes de assinar

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